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A VERDADE

Acima de Tudo!

 

 

 

...todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo! I Cor 8:6

INTRODUÇÃO

Jairo Carvalho

A fim de realizarmos um estudo aprofundado de qualquer doutrina, faz-se necessário conhecer o que esta afirma, compreender quais são suas premissas, verificar quais são os textos bíblicos que a apóiam, e então analisá-los à luz da Bíblia, a fim de verificar se a interpretação dos mesmos está de acordo com os princípios de exegese bíblica.

A exegese (análise) de qualquer texto bíblico deve ser feita levando-se em consideração algumas premissas que nos ajudarão a evitar obter uma interpretação errônea. De uma forma geral, as regras a serem consideradas são as seguintes:

A – Nunca se deve abrir a Bíblia sem antes orar a Deus e pedir Sua orientação para que possamos compreender o assunto o qual pretendemos estudar. Aquele que deu a inspiração aos profetas e que é o Originador das informações contidas nas Santas Escrituras sabe como nos conduzir pelo estudo para que compreendamos as verdades bíblicas.

B – Ao buscar entendimento de uma passagem bíblica, devemos procurar harmonizar o entendimento desta com o entendimento que já se possui de outras passagens. Um texto bíblico não pode contradizer a outro texto bíblico; assim sendo, o entendimento de um texto pode apenas nos dar uma informação complementar sobre o entendimento de outro texto bíblico.

C – O entendimento de um texto bíblico deve se harmonizar com o contexto histórico circundante. Os costumes e dizeres da época em que viveu o autor de determinado trecho da Bíblia influenciavam as palavras e as expressões que o profeta utilizava para escrever as verdades reveladas por Deus. Assim, conhecê-los se faz importante para facilitar a compreensão do texto bíblico analisado.

D – Uma passagem bíblica deve ser entendida dentro do seu contexto imediato e amplo. Um texto sem seu contexto pode servir de pretexto para afirmar alguma coisa errada. Assim, ao analisar um texto bíblico, é importante considerar a idéia apresentada pelo capítulo no qual este verso está inserido, bem como a idéia dos capítulos adjacentes, quando estes também fazem parte do contexto que inclui o verso a ser analisado. Exemplificando isto, podemos citar os capítulos 2 e 3 do livro de Apocalipse, que trazem as cartas às sete igrejas. Para se analisar, por exemplo, Apocalipse 3:3, podemos considerar como contexto imediato deste verso os capítulos 2 a 3 deste livro. Isto porque Apocalipse 3:3 trata das cartas às sete igrejas, e estes dois capítulos possuem informações correlatas a Apocalipse 3:3, que auxiliam a sua compreensão.

E – Um texto bíblico deve ser entendido dentro do seu máximo sentido literal, a menos que este apresente um símbolo. Quando a Bíblia apresenta uma palavra como um símbolo, este deve ser explicado pelo seu próprio contexto, caso contrário devemos entender a palavra dentro do seu máximo sentido literal.

Cada passagem deve ser interpretada de acordo com os princípios de interpretação bíblica, para que compreendamos seu correto significado. Assim, a fim de verificarmos se a doutrina da trindade possui ou não base bíblica, teremos que primeiramente entender quais são as premissas que ela afirma e em seguida analisar os textos usados para apoiar as premissas afirmadas por esta doutrina segundo os princípios de interpretação bíblica. Caso o entendimento bíblico dos textos usados para apoiar as premissas afirmadas pela trindade se confirme, poderemos então afirmar que esta doutrina possui base bíblica.

Se, todavia, a exegese dos textos bíblicos nos levar a um entendimento diferente das premissas afirmadas pela doutrina da trindade, seremos obrigados a rejeitá-la por não encontrarmos base bíblica que a apóie. Isto porque a Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser utilizada como nossa única regra de fé. A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê ser isto verdade, tanto que a primeira de suas crenças fundamentais afirma que a Bíblia á a regra de fé e o revelador autorizado das verdadeiras doutrinas bíblicas:

 

“1. As Escrituras Sagradas

As Escrituras Sagradas, o Antigo e Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina, através de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo espírito Santo. ... As Escrituras Sagradas são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão do caráter, a prova da experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na História. (II Pedro 1:20 e 21; II Tim. 3:16 e 17; Sal. 119:105; Provérbios 30:5 e 6; Isa. 8:20; João 17:17; I Tessalonicenses. 2:13; Hebreus 4:12.)” - Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 14º edição – 2001, pág. 9.

 

Isto concorda com o que afirma a Mensageira do Senhor, em seu livro O Grande Conflito:

Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma de caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa.” Grande Conflito, pág. 9 / A Mensageira do Senhor, cap. 36 (Autoridade com Relação à Bíblia), pág. 417.

Os escritos de Ellen G. White, segundo ela mesma afirmou, constituem-se em uma luz menor para conduzir à luz maior. Assim, cremos que por inspiração de Deus, ela afirmou que seus escritos não poderiam ser utilizados para embasar doutrinas bíblicas. Pelo contrário, ela advertiu expressamente e em diversas ocasiões aos pioneiros adventistas para que não utilizassem os seu escritos com o propósito de embasar doutrinas bíblicas. Apresentamos a seguir alguns testemunhos que ela escreveu sobre este assunto:

Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus com regra de fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos últimos dias”; não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica.” -- Mensagens Escolhidas, Vol. III, pág. 29.

Enalteço a preciosa Palavra diante de vós neste dia. Não repitais o que eu declarei, afirmando: “A irmã White disse isto” e “a irmã White disse aquilo”. Descobri o que o Senhor Deus de Israel diz, e fazei então o que Ele ordena.” -- Mensagens Escolhidas, Vol. III, pág. 33 (afirmação que ela fez aos dirigentes de igreja na noite que antecedeu a abertura da Assembléia da Associação Geral de 1901).

Percebemos que a mensageira do Senhor afirmou expressamente que a Bíblia é o revelador das doutrinas. Assim, seguindo o conselho que ela deu:

O Senhor deseja que estudeis a Bíblia. Ele não deu alguma luz adicional para tomar o lugar de Sua palavra.” -- Mensagens Escolhidas, Vol. III, pág. 29.

Vamos verificar se existe embasamento bíblico para a doutrina da trindade. Se houver, podemos aceitá-la. Caso não haja, conforme Ellen G. White mesmo afirmou, não podemos aceitá-la, mesmo que seus Testemunhos a apóiem. Vejamos o que Ellen G. White afirma que devemos fazer, caso um Testemunho (uma passagem que ela escreveu) contradiga a Bíblia:

Se os Testemunhos não falarem de acordo com a Palavra de Deus, rejeitai-os. Cristo e Belial não se unem.” -- Mensagens Escolhidas, Vol. III, pág. 32.

Assim, se a doutrina da trindade não possuir embasamento bíblico, nem um milhão de textos de Ellen G. White apoiando a trindade serviriam de base para que aceitássemos esta doutrina.

 

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