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A VERDADE

Acima de Tudo!

 

 

 

...todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo! I Cor 8:6

3 – O ESPÍRITO DIVIDE OS DONS COMO LHE APRAZ

 

Vimos, no capítulo anterior, que, como o espírito Santo era um dom, ou dádiva, era concedido aos discípulos segundo o Pai e o Filho o desejavam. Por isso Atos 2:4 afirma que os discípulos passaram a falar em outras línguas, segundo o espírito lhes concedia que falassem:

 

Todos ficaram cheios do espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o espírito lhes concedia que falassem.

 

Como tanto Deus o Pai quanto Jesus Cristo são “espírito” (II Cor. 3:17; João 4:24), e são “um”, uma unidade em propósito (João 14:7,9; 17:11, 22-23; 10:30), a palavra espírito pode estar se referindo às duas pessoas da divindade ao mesmo tempo – Deus Pai e Jesus Cristo, sem ferir o entendimento obtido pela análise das outras passagens bíblicas que foram estudadas até o momento. Este entendimento também esclarece uma outra passagem que fala sobre o espírito Santo – II Coríntios 12:1-13, que passamos a analisar:

 

1  A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.

2  Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados.

3  Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo espírito Santo.

 

Após a introdução do capítulo, falando a respeito dos dons espirituais, o apóstolo Paulo afirma:

Ninguém que fala pelo espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus!” – verso 3

Paulo explica que quem é impressionado pelo espírito de Deus, ou poder de Deus não pode negar a Jesus ou às suas obras. Estudamos a pouco neste compêndio o exemplo dos fariseus, que atribuíram a cura do homem endemoninhado, realizada por Jesus, ao poder de Satanás (Mateus 12:22-32). Em outras palavras, os fariseus estavam dizendo: “anátema, Jesus!” quando atribuíram a expulsão do demônio, feita por Jesus, ao poder de Satanás.

 

Nesta ocasião, Jesus não só enfatizou que Ele operara a expulsão pelo poder de Deus Pai, como também acusou os fariseus de estarem cometendo pecado contra o espírito Santo. Como veremos mais adiante, o pecado contra o espírito Santo consiste-se de atribuir a Satanás a obra realizada pelo poder de Deus. Assim, o pecado contra o espírito Santo significa também dizer: “Anátema, Jesus!”. E quem está pecando contra o espírito Santo, naturalmente não pode estar sendo movido a fazer isto pelo poder de Deus (espírito de Deus). E quem não age movido pelo espírito de Deus, age movido pelo espírito de Satanás.

 

Vemos então que neste verso Paulo nos dá um conselho valioso para avaliarmos qual é o espírito pelo qual fala uma pessoa: se é de Deus, atribuindo a Ele as obras realizadas pelas operações maravilhosas da Sua vontade, ou se é do maligno, atribuindo a Satanás as obras realizadas pelo poder de Deus através de Seus instrumentos – os homens. Utilizando o raciocínio inverso, Paulo em seguida afirma que, se por um lado, quem atribui a Satanás a obra realizada pelo poder de Deus fala pelo poder do maligno, quem reconhece o poder de Jesus manifestado nas obras realizadas por Ele e Seus instrumentos humanos, este é movido pelo poder de Deus, o espírito Santo:

 

Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo espírito Santo.” – verso 3

 

Paulo aqui se refere ao espírito Santo da promessa cumprida no Pentecostes (Atos 2:3,4), que segundo as passagens bíblicas analisadas compõe-se tanto do espírito (poder) do Pai quanto do espírito (poder) de Jesus Cristo. Isto fica evidente pela continuação do texto, quanto ele passa a se referir a Deus Pai e Jesus Cristo, que concedem os dons aos homens por meio de Seu poder, o espírito Santo, conforme melhor Lhes apraz:

 

4  Ora, os dons são diversos, mas o espírito é o mesmo.

5  E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo.

6  E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.

A manifestação do espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.

8  Porque a um é dada, mediante o espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo espírito, a palavra do conhecimento;

a outro, no mesmo espírito, a fé; e a outro, no mesmo espírito, dons de curar;

10  a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.

 

Paulo esclarece que Deus Pai e Jesus Cristo, chamados neste caso de “espírito” (II Cor 3:17,18; João 4:24) no singular, pois são “um”, conforme já vimos, são os doadores dos dons outorgados aos homens. Deus Pai e Jesus Cristo sabem qual é o dom que melhor serve a cada homem, pois foram Eles que criaram todos os homens; assim, concedem a cada um os dons “visando um fim proveitoso”:

 

A manifestação do espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.” – verso 7

 

Como Deus Pai e Jesus Cristo sabem qual é melhor dom a ser concedido ao homem nas diferentes situações pelas quais este passa, eles concedem o dom de acordo com a Sua vontade:

 

11  Mas um só e o mesmo espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.

 

Reparemos que isto também aconteceu no Pentecostes – os dons foram dados segundo o espírito (Deus Pai e Jesus Cristo) desejou que fossem dados, e não segundo os homens desejavam. Nas orações dos discípulos antes do Pentecostes, eles não estavam pedindo para que um passasse a falar em aramaico enquanto o outro passasse a falar em grego. Os discípulos estavam apenas confessando os seus pecados e se colocando integralmente à disposição do espírito (Deus Pai e Jesus Cristo), para que Ele operasse neles segundo a Sua vontade:

 

Todos ficaram cheios do espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o espírito lhes concedia que falassem.” – Atos 2:4

 

Paulo finaliza afirmando que todos foram unidos em um só espírito (de Deus Pai e de Jesus Cristo) pelo batismo, e a partir de então passaram a “beber”, ou seja, receber o poder do mesmo espírito:

 

12  Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.

13  Pois, em um só espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só espírito.

 

O verso 12 apresenta a união da igreja como um corpo em Cristo. Isto porque Cristo era a ponte através da qual Deus reconciliaria consigo o mundo:

 

A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” II Coríntios 5:19

 

O homem só pode se aproximar de Deus mediante Cristo, pois Ele pagou a pena que o homem deveria sofre (morte eterna), e assim constituiu uma ponte entre o abismo que o separava de Deus. Mas o fato de Deus estar ligado com homem através de Cristo não impede que Ele envie Seu poder (espírito) juntamente com Cristo, em auxílio de homens pecadores. Isto demonstra apenas o infinito amor do Deus Pai todo poderoso, bem como Seu desejo de que em Jesus Cristo o homem vença o mundo possa estar novamente unido com Ele.

 

 

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