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A VERDADE

Acima de Tudo!

 

 

 

...todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo! I Cor 8:6

28 – UM INGREDIENTE DO VINHO DE BABILÔNIA

 

28.1 - Livro de Alberto Timm comprova que Andrews ensinava que a trindade faz parte do “vinho de Babilônia”

 

 

 

 

As novas gerações de adventistas, talvez, desconheçam a importância histórica do Pastor John Nevins Andrews, identificado na maioria das vezes pelas iniciais J. N. Andrews, ou em português por João Nevins Andrews.

 

J. N. Andrews (1829-1883) nasceu quinze anos antes do grande desapontamento de 1844, na pequena cidade de Poland, estado do Maine, EUA. E esteve intimamente ligado com Tiago e Ellen White na liderança e trabalho evangelístico da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

 

Como intelectual e teólogo autodidata, teve grande participação no desenvolvimento de nossas doutrinas. Foi ele que identificou a besta de dois chifres de Apocalipse 13 com os Estados Unidos da América. Em 1855, depois de uma investigação minuciosa, Andrews adotou o pôr-do-sol de sexta-feira como o início do sábado (Ver Lev. 23:32).

 

Andrews também ajudou a organizar a igreja como pessoa jurídica, a fim de que pudessem adquirir e manter propriedades em nome dela. Nesse período, exerceu forte influência na elaboração dos primeiros estatutos e regimento da IASD.

 

Durante a Guerra Civil, Andrews fez pressão junto às autoridades para que os soldados adventistas fossem dispensados de lutar. Em 1860, envolveu-se também na organização da primeira editora adventista. No ano seguinte, publicou um extenso trabalho de pesquisa, intitulado History of the Sabbath & the First Day of the Week. Essa obra procurou documentar a guarda do sábado do sétimo dia ao longo da história.

 

Andrews foi Presidente da Conferência Geral de 1867 a 1869. Entre 1869-1870, trabalhou como editor da Review and Herald.

 

Ele é considerado um dos principais pioneiros do movimento missionário mundial. Em 1874, tornou-se o primeiro missionário adventista na Suíça, onde procurou organizar os grupos de guardadores do sábado e unificá-los doutrinariamente. Enquanto vivia em Basel, contraiu tuberculose e morreu aos 54 anos.

 

O livro História do Adventismo conta que a mente de Andrews permaneceu clara e seu ânimo vivo no Senhor. Embora jazesse no leito como um esqueleto vivo, permaneceu dando instruções a seus auxiliares quase até o fim.

 

Relembrar J. N. Andrews, atribuindo seu nome à nossa principal Universidade, nos Estados Unidos, justifica-se, portanto, como uma homenagem mais do que merecida.

 

Everett Dick, no livro Fundadores da Mensagem, publicado pela Casa Publicadora Brasileira, em 1995, inclui J. N. Andrews entre os sete principais personagens da história da Igreja Adventista do Sétimo Dia, descrevendo-o nessa biografia como Teólogo-Pioneiro, Defensor do Sábado e Primeiro Obreiro de Além-Mar.

 

Note que J. N. Andrews é descrito não apenas como um dos fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas como um fundador da Mensagem Adventista do Sétimo Dia!

 

 

28.2 - Uma escorregada da literatura Adventista oficial?

 

O pastor Alexandro Búllon em seu livro “Terceiro Milênio nas páginas 41 e 42, parece dar a entender que a doutrina da trindade foi uma das doutrinas pagãs que entraram na igreja cristã na época do Imperador Romano Constantino.

 

Veja sua surpreendente declaração logo abaixo:

 

 

 

Se lermos com cuidado podemos verificar que ele está dando a informação de que no tempo de Constantino, muitas doutrinas estranhas pretendiam misturar-se as verdade bíblicas. Mas após a frase “Doutrinas Estranhas que Pretendiam Misturar-se às Verdades Bíblicas”, inicia-se uma outra frase: “Entre as doutrinas em conflito, podemos mencionar: o pecado original, a trindade, a natureza de Cristo,...”.

Isto pode nos levar a pensar que, sobre estas doutrinas, o pastor Búllon está apenas dizendo que havia muita discussão na época, utilizando a expressão “entre as doutrinas em conflito...”. A trindade estava em discussão, pois alguns acreditavam na trindade e outros não (a natureza de Cristo também estava em discussão).

 É claro que se algum livro do Bullón insinuasse clara e explicitamente que a doutrina da trindade não é bíblica, este não passaria assim tão fácil pela Casa Publicadora Brasileira.

 Por outro lado, o Pr.Bullón, talvez, até quisesse dizer outra coisa, mas o sentido no texto parece ser o de que uma das doutrinas em conflito com as verdades bíblicas naquele período foi a da doutrina da trindade.

 

 

28.3 - Os reformistas também já creram como os pioneiros

 

Em seu livro Um Novo Mundo, cuja capa reproduzimos abaixo, o conhecido escritor reformista Alfons Balbach (Igreja Adventista da reforma), às págs. 96 e 97 (também reproduzidas), menciona a doutrina da trindade, ou pelo menos parte dela, entre "as inúmeras inovações heréticas que se introduziram na Igreja", incluindo-a ainda entre as "heresias mais protuberantes" e "mais salientes" "erros de fé".

 

Confira:

 

 

 

 

 

 

É o peso de sua contribuição no estabelecimento de nossos fundamentos doutrinários que nos leva destacar o que é dito sobre Andrews e a doutrina da trindade, pelo diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White, do Brasil, e do Centro Nacional da Memória Adventista, especialista na teologia e nas doutrinas adventistas, com título de Ph.D. obtido exatamente na Universidade Andrews, professor Alberto R. Timm, em seu livro O Santuário e as Três Mensagens Angélicas - Fatores Integrativos no Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas, págs. 191-192:

 

 

Página 191

 

 

 

 

28.4 - O ingrediente básico do vinho de Babilônia

 

(Adaptação do Texto de autoria de Marcelo Gomes disponibilizado no site adventistas.com).

 

Para começar, analisemos um texto do livro ESTUDOS BÍBLICOS da editora Casa Publicadora Brasileira, Tatuí-SP, edição de 1987, página  383, artigo A MUDANÇA DO SÁBADO:

 

“Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo; de modo que a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, independentemente de sua vontade, à autoridade da Igreja.” O Monitor Paroquial de 26 de agosto de 1926, Socorro, Estado de São Paulo.

 

Como podemos observar através deste documento católico, todo protestante que observa o domingo em vez do sábado bíblico, presta homenagem a Igreja de Roma, a Mulher de Apocalipse 18 (a Igreja Católica Apostólica Romana). Nisto, todo bom adventista concorda.

 

Esta outra citação de um artigo católico deixará até mesmo bons adventistas muito surpresos:

 

“Qualquer pessoa para ser salva, antes de todas as coisas é necessário que ela celebre a fé católica: A menos que cada um mantenha esta fé no seu todo, completa e sem mancha, sem dúvida perecerá eternamente. Mas esta é a fé católica; Que nós adoramos um Deus em uma trindade, e a trindade em uma unidade, não devemos confundir as pessoas; nem dividir suas substâncias. ...Assim, o Pai é Deus: o Filho é Deus: e o espírito Santo é Deus. De forma que em todas as coisas, como supracitado, a unidade da trindade, e a trindade em sua unidade devem ser adorados. Aquele que será salvo, tem que pensar desta maneira sobre a trindade.

“Nossos oponentes (protestantes) às vezes reivindicam que nenhuma crença deveria ser dogmatizada que não é explicitamente declarada na Bíblia (ignorando que é somente na autoridade da Igreja que nós conhecemos a certeza dos evangelhos, e não outros como verdadeiros). Mas as igrejas protestantes por elas mesmas têm aceitado tais dogmas como a TRINDADE pela qual não há nenhuma autoridade precisa nos evangelhos.” Revista Vida, 30 de outubro de 1950.

 

Exatamente aqui, começa a surgir um grande embaraço para nós. Se de fato concordarmos com a primeira citação (em relação ao domingo que os protestantes prestam homenagem a Igreja Católica), deveremos também concordar com a segunda (de que a Igreja Adventista tem dentro do seu credo uma doutrina católica alheia às Escrituras) como verdadeira. Obviamente, isto só acontecerá se existir um mínimo de honestidade em nosso coração.

 

Não digo isso para trazer constrangimento à Igreja, pois quem criou o embaraço foi a liderança da Igreja que, de forma desonesta, inseriu no seio adventista um doutrina inteiramente católica e inteiramente alheia às Escrituras.

 

Outras citações

 

Afirmações semelhantes devem conduzir-nos a uma profunda reflexão e decisão.

 

“O MISTÉRIO DA TRINDADE é a doutrina central da fé católica. Sobre essa doutrina estão baseados todos os outros ensinos da Igreja.” Manual para o Católico de Hoje, pág. 16.

 

De acordo com o texto acima. Qual é a fonte ou base de todas as doutrinas católicas, às quais denominamos "vinho de Babilônia"? A doutrina da TRINDADE! E a Igreja Adventista tem aceitado tal doutrina em seu credo?

 

Compare por você mesmo o que diz o Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana com o que é declarado nas Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

 

No Catecismo do Católico de Hoje, pág. 12, lemos:

 

“A Igreja estudou este mistério com grande solicitude e, depois de quatro séculos de investigações, decidiu expressar a doutrina deste modo: Na unidade da Divindade há três pessoas – o Pai, o Filho e o espírito Santo – realmente distintas uma da outra. Assim nas palavras do Credo de Atanásio: ‘O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o espírito Santo é Deus, e no entanto não são três deuses, mas um só Deus’” (Número 1248, da Editora Santuário, Edição 28, 2002.)

 

No Manual da Igreja, pág. 10, lemos:

 

“2. A TRINDADE

 

“Há um só Deus. Pai, Filho e espírito Santo, uma unidade de Três Pessoas Co-eternas.” 

 

E o livro Nisto Cremos, pág. 42, acrescenta:

 

“Embora a Divindade não seja apenas uma Pessoa, Deus é um em propósito, mente e caráter. Esta unicidade não oblitera as personalidades distintas do Pai, do Filho e do espírito Santo. Tampouco a existência destas personalidades separadas destrói o conceito monoteísta das Escrituras, de que Pai, Filho e espírito Santo são um único Deus.” (CPB, 2000).

 

Por outro lado, a Bíblia afirma:

 

Para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.” I Coríntios 8:6.

 

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos.” I Timóteo 2:5-6.

 

Podem mil palavras filosóficas contradizer algo tão claro?

 

Leia esta outra citação surpreendente da própria REVISTA ADVENTISTA AMERICANA (Review and Herald), em um artigo escrito pelo pioneiro Tiago White, esposo de Ellen White:

 

“Como erros fundamentais nós poderíamos classificar como este falso sábado [o domingo], outros erros que os protestantes trouxeram da Igreja Católica, como o batismo por aspersão, A TRINDADE, a consciência dos mortos, o tormento eterno. O grupo que abraçou estes erros fundamentais fez isso ignorantemente, mas poderia a Igreja de Cristo levar junto de si estes erros até as cenas do julgamento que há de vir sobre o mundo? Nós acreditamos que não.” Review and Herald, 12 de setembro de 1854. Ênfase acrescentada.

 

Nós acreditamos no ensino do tormento eterno? Claro que não! Isto não é bíblico. Nós acreditamos na imortalidade da alma? Não. Então por que aceitamos a trindade? Como podemos rejeitar os frutos da árvore e aceitar tomar um chá de sua raiz?

 

Notem o que diz o livro Estudos Bíblicos:

 

“No credo do Papa Pio IV, uma autorizada declaração da fé Católica Romana é encontrada no seguinte asserto: ‘Reconheço a Santa Igreja Católica Apostólica como mãe e soberana de todas as igrejas.’ – Artigo 10. Quando as professas igrejas protestantes repudiam o princípio fundamental do protestantismo, pondo de parte a autoridade da Palavra de Deus, aceitando em seu lugar a tradição e especulação humanas, adotaram o princípio fundamental da moderna Babilônia e exige uma proclamação da queda da moderna Babilônia...

“Ainda que muitos líderes do moderno protestantismo, conhecido como altos críticos, não tenham formalmente adotado o credo da Igreja de Roma, e não se tenham tornado parte orgânica desta corporação, mesmo assim pertencem à mesma classe ao rejeitar a autoridade da palavra de Deus, aceitando em seu lugar o produto de suas próprias argumentações. Há tanta apostasia num caso como no outro, e ambos devem ser incluídos, portanto, em Babilônia, e ambos se acharão envolvidos, afinal em sua queda”. Estudos Bíblicos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí-SP, págs. 213 e 214, artigo A QUEDA DA MODERNA BABILÔNIA.

 

Isso é forte. É uma afirmação contundente. Exige uma proclamação da queda da moderna Babilônia, a qual fazemos prontamente em relação ao “cisco no olho” dos outros e deixamos de fazê-lo quando o “cisco” está no nosso.

 

Com freqüência nós adventistas dizíamos (não pregamos mais): “A igreja fulano é filha de Babilônia porque aceita a doutrina da guarda do domingo em seu credo, e cairá com Babilônia e será grande a sua queda!” Assim, apontávamos o dedo para lá. Só nos esquecemos de uma coisa: "Então, disse Natã a Davi: Tu és o homem". Esquecemos que o pecado também é nosso e guardamos durante anos esta capa de Acã em nosso meio.

 

Em que estão baseadas as doutrinas do tormento eterno, a consciência dos mortos, a guarda do domingo, a adoração dos mortos e todas as outras doutrinas da Igreja Católica? Na TRINDADE. Esta doutrina faz parte do vinho. Na verdade, segundo a própria Igreja Católica, é a doutrina básica, o vinho mais envelhecido, o mais antigo, ao qual todas as nações pagãs têm bebido ao longo da história.

 

Tiago White faz uma importante pergunta que deveria nortear nosso posicionamento a partir de agora:

 

Pode a Igreja de Cristo levar junto de si estes erros até as cenas do julgamento que há de vir sobre o mundo?

 

Ellen White escreveu:

 

“Triste verdade é que nós, como igreja, temos usado de complacência e tolerância dentro de nossa organização para com certas forças que têm literalmente sabotado os  princípios do adventismo que temos defendido durante anos.” Testemunhos para Igreja, Vol. 5, pág:13, 14.

 

“Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantenha a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam a voz da maioria – nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova, em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro – Assim diz o Senhor.” – O Grande Conflito, pág. 594, 14ª. Edição 1973.  

 

 

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