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A VERDADE

Acima de Tudo!

 

 

 

...todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo! I Cor 8:6

19 – DEUS PAI, CRISTO FILHO

 

Jairo Carvalho

 

 

Tenho hoje o privilégio de pregar uma mensagem contra a qual preguei e me opus tenazmente durante alguns anos, a exemplo do que no passado fez Saulo de Tarso, na minha ignorância (Deus o sabe); e como Ele perdoou ao apóstolo, peço que assim também me perdoe. Aos irmãos que desejarem conhecer a verdade, oro para que Deus lhes ilumine o entendimento, para que possam, ao ler este material, serem encaminhados para o encontro com o único Deus verdadeiro, tal como o fui, por meio da misericórdia do Pai Eterno, segundo a revelação do Seu espírito Santo, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor, e de seus instrumentos humanos.

 

Quantos deuses verdadeiros há? A Bíblia afirma haver um só. Então, de que vale então deixar de crer em três, para crer em dois? Este material trata da resposta para esta pergunta.

 

Que Deus te abençoe e te ilumine no estudo.

 

 

 

19.1 - O evangelho eterno

 

Deus, vendo a miséria na qual nós os homens pecadores vivemos, rodeados de enfermidades de todas espécie, contemplando injustiças, maledicências, hipocrisia, falsidade, extorsão, roubo, assassinato e toda a sorte de males, e encontrando por fim a morte como destino, desejou nos erguer deste estado de decaimento moral. Mais que isto, desejou nos conceder poder moral a tal ponto que pudéssemos novamente ser capazes de viver em harmonia uns com os outros, expulsando de nós por completo o egoísmo e fazendo-nos passar a agir sempre pelo princípio do amor abnegado e altruísta, habilitando-nos desta forma a viver eternamente com os outros seres inteligentes criados que nunca caíram e não conhecem a morte. Tal plano afigura-se para nós como uma “boa nova”, uma maravilhosa notícia para quem estava sem esperança neste mundo, pensando que o melhor legado dado ao homem é aproveitar os curtos anos de uma existência que está longe de ser considerada como completa em felicidade.

 

A palavra “evangelho” significa “boas novas”, e resume o que é o plano de Deus para o nosso erguimento moral. A Palavra de Deus afirma que o evangelho é o “poder de Deus, para a salvação de todo aquele que crê” (Rom. 1:16). Nesta mesma Palavra encontramos a mensagem do evangelho, uma mensagem que, se crida pelo homem, o reerguerá em poder e força moral, e o habilitará para desfrutar de uma vida eterna de felicidade, onde “Deus lhes enxugará dos olhos toda a lágrima” (Ap. 7:17). Tal mensagem, chamada de evangelho eterno, é encontrada em Apocalipse 14:

 

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” Apoc. 14:6 (ênfase suprida)

 

Um evangelho eterno é uma mensagem que deve ser pregada em todos os tempos, o que inclui este no qual vivemos. Uma boa nova que, crida e obedecida é capaz de salvar os homens em todos os tempos. Pela passagem acima, vemos também que esta mensagem é um convite mundial, estendido a todos os homens que habitam na face da Terra, posto que é para ser pregada a cada “nação, e tribo, e língua, e povo”. O que este evangelho diz? Lemos no próximo verso da Palavra:

 

“dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” Apoc. 14:7 (ênfase suprida)

 

A Palavra de Deus divide o mundo em duas classes: os que obedeceram ao evangelho eterno e os que não obedeceram:

 

“Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?” Rom. 10:16 (ênfase suprida)

 

Obviamente, os que obedeceram ao evangelho foram os que acreditaram. Em que creram eles? Na Palavra de Deus, obviamente, que apresenta o evangelho eterno ao homem. Este nos convida a temer a Deus. E para que obedeçamos a este evangelho, devemos “temer” ao Deus revelado na Palavra de Deus, e a Ele dar glória. De nada adiantará temermos a um Deus não revelado na Palavra. Isto não será de proveito para nossa salvação, pois assim fazendo não estaremos obedecendo ao evangelho. Para aqueles que não obedecem o evangelho, é como se este estivesse encoberto para eles; e a respeito de tais pessoas, a Palavra de Deus claramente afirma:

 

“Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto” II Cor. 4:3 (ênfase suprida)

 

Enquanto os que se salvam, que recebem a vida eterna, são os que obedecem ao evangelho eterno, temendo ao verdadeiro Deus, os que se perdem são os que não acreditam na Palavra de Deus, e portanto não temem ao verdadeiro Deus que ela revela.

 

E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3

 

 

19.2 - Como encontrar a verdadeira Palavra de Deus?

 

"Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus." Mateus 4:4 (ênfase suprida)

 

Se desejamos ser finalmente salvos, precisamos viver de toda a Palavra que sai da boca de Deus. Precisamos obedecer ao Seu evangelho, e temer ao Deus revelado na Palavra. Sabemos que a  Bíblia é a palavra de Deus; todavia, na atualidade, não podemos considerar que, ao lermos quaisquer das diferentes traduções da Bíblia existentes, estamos lendo a Palavra de Deus para nós. Por quê não o podemos? Porque as diferentes traduções da Bíblia, católicas e protestantes, apresentam as mesmas passagens bíblicas traduzidas de formas muitas vezes tão diferentes, que quando lidas nos levam a entendimentos diversos. Citamos um exemplo como ilustração:

 

"Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." Lucas 23:43

 

O texto acima é extraído da tradução bíblica para o português “Almeida Revista e Atualizada”. Este relata as palavras ditas por Jesus ao ladrão na cruz. Da forma que é lido, dá a entender que Jesus disse ao ladrão que naquele mesmo dia o ladrão estaria com Ele no paraíso. Como ambos estavam para morrer na cruz, o meditar sobre o texto da forma como está leva o leitor à conclusão de que a alma é imortal, ou seja, quando o corpo morre, o espírito vai para o céu no mesmo dia. Todavia, tal conclusão estaria em conflito direto com outras passagens da Bíblia que afirmam claramente que a alma é mortal, tiradas da mesma versão da Bíblia (Almeida Revista e Atualizada), da qual tiramos a passagem de Lucas:

 

"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol." Eclesiastes 9:4-6

 

E em outra passagem, a Bíblia assevera claramente que os mortos somente se encontrarão com Jesus a fim de estarem para sempre morando com Ele, após a Sua segunda vinda à terra:

 

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." I Tes. 4:16, 17

 

Como o texto acima, extraído da própria versão Almeida Revista e Atualizada assevera claramente, os mortos em Cristo vão ressuscitar por ocasião da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Conclui-se portanto que há algo de errado com a tradução desta versão das palavras de Cristo ao ladrão na cruz descritas em Lucas 23:43. Caso esta estivesse correta, teríamos uma prova concreta de que a Bíblia, a Palavra de Deus, está em contradição. Pesquisamos o texto acima em outras versões, e encontramos a seguinte tradução:

 

" And Jesus said to him, Verily I say to thee, This day shalt thou be with me in paradise." Lucas 23:43 (1833 Webster Bible)

 

Tradução:

 

"E Jesus disse a ele, Verdadeiramente Eu te digo, Este dia você estará comigo no paraíso"

 

Pela versão da Bíblia acima, vemos que Jesus disse ao ladrão que, no dia em que Ele estivesse no Seu reino, o ladrão estaria com Ele no paraíso. Não que estivesse naquele mesmo dia, pois nem mesmo Jesus esteve no seu reino naquele dia. A Escritura afirma claramente que Jesus esteve morto na tumba desde o final da tarde de sexta-feira até a manhã de domingo, quando ressuscitou (Mar. 15:37-16:7; Luc. 23:46-24:7). Também aponta para o reino de Cristo como estando no futuro, ao ressoar a sétima trombeta:

 

"O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos." Apocalipse 11:5

 

Vemos portanto, claramente revelado na Palavra de Deus, que o ladrão não foi ao Céu no mesmo dia da crucifixão; que não era este, portanto, o significado das palavras que Jesus lhe disse. A tradução Almeida, que dá este entendimento, não pode ser então aceita como sendo a Palavra de Deus, ao menos para esta passagem.

 

O exemplo que citamos acima é apenas um de muitos que poderíamos apresentar. Concluímos portanto que, embora existam muitas traduções da Bíblia disponíveis em nossa língua, nem todas elas transmitem exatamente o que Deus quis dizer em todas as suas passagens. Errou Deus? Não, erraram os homens que, ao traduzirem a Bíblia, o fizeram de maneira a dar às passagens o sentido que eles entendiam ser o correto, não o que Deus queria dar. O que faremos nós então, para saber o que foi que Deus disse? A resposta é: estudar. Comparar texto com texto, Escritura com Escritura, de maneira a harmonizar os próprios textos bíblicos e extrair das diferentes traduções a Palavra que Deus realmente disse, que se harmoniza com todas as outras da Escrituras. Este é o método de pesquisa indicado pelo próprio Deus, e quem o seguir não precisa ter medo de errar. Deus o guiará à verdade:

 

"Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes será preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali" Isaías 28:13

 

Há uma promessa maravilhosa que Deus cumprirá na vida daqueles que buscarem o conhecimento do Senhor conforme Ele nos recomendou pelo texto acima:

 

" Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra." Oséias 6:3

 

Uma dotação especial do espírito Santo, a graça que preparará um povo para estar em pé no Dia do Senhor, nos últimos dias da história da Terra, será concedida aos que desta forma buscarem conhecer ao Senhor.

 

Através deste material, pretendemos conhecer a Palavra de Deus com respeito à adoração. Queremos saber o que Ele nos disse sobre quem é Deus e quem deve ser adorado. Vamos para isso estudar supostas adulterações na Palavra de Deus que teriam tido o objetivo de levar os homens a crer em algo que Deus nunca ensinou ao homem. Está escrito que Satanás assaltaria a raça humana, "para enganar, se possível fosse, os próprios eleitos" Mat. 24:24. Sim, está profetizado que seria permitido a Satanás operar "com todo o poder,...e prodígios da mentira" II Tes. 2:9. É interessante notar que, sendo o  papado o "mistério da iniqüidade", e sendo o papa o próprio "filho da perdição" de II Tes. 2:3, temos que a quase totalidade das traduções da Bíblia hoje disponíveis foram efetuadas a partir do trabalho de vassalos ou dissidentes parciais do papado. Digo dissidentes parciais referindo-me aos reformadores da idade média e moderna, que também traduziram a Bíblia. Isto porque, mesmo tendo eles já se separado da igreja de Roma quando se dedicaram ao trabalho de tradução, como haviam sido instruídos uma vez por ela, não estavam ainda totalmente livres da influência de suas crenças anti-bíblicas, e obviamente, ainda que não intencionalmente, deixaram um legado da sombra do papado sobre suas obras de tradução das Escrituras.

 

Sabendo o quanto o papado trabalhou no passado para esconder a Bíblia e suas verdades do povo, e posteriormente impor a este suas doutrinas ditas "bíblicas" mas de fato sem qualquer amparo desta, não é difícil crer que possam ter havido diferenças dignas de nota entre os originais da Bíblia e as traduções disponíveis atualmente, sejam elas intencionais ou influenciadas pela crença doutrinária dos tradutores.

 

Ao partirmos em busca da verdade, precisamos discernir corretamente a verdade e o erro. Quando temos a verdade, descartamos o que não está em conformidade com ela como sendo erro. No caso das traduções das diferentes passagens bíblicas, descartamos as traduções que não conferem com a verdade, considerando-as incorretas. Obviamente, para encontrarmos tal verdade que nos autorize a com segurança descartas outras traduções da Bíblia, não poderemos utilizar apenas uma versão da Bíblia como base de análise; antes, teremos que comparar as mesmas passagens em traduções diferentes da Bíblia a fim de obtermos um comparativo entre as mesmas e encontrar a tradução verdadeira, a mensagem que expressa a "Palavra de Deus" dos textos em análise. Como os originais da Bíblia são praticamente inexistentes, posto que os mais antigos manuscritos datam de épocas posteriores às que viveram os escritores originais, a única alternativa que encontramos para efetuarmos uma pesquisa bíblica válida a fim de descobrirmos qual é a verdadeira Palavra de Deus referente aos textos estudados é:

 

1 - encontrar um texto concernente ao tema que vamos estudar que seja suficientemente claro como para por fim à questão, e que tenha a tradução que dê a ele o mesmo sentido em todas as versões pesquisadas; a partir de então, estabelece-se o que está neste texto como sendo a Palavra de Deus - a verdade absoluta;

 

2 - partindo da verdade absoluta, estudamos os outros textos relacionados com o mesmo tema, objeto de análise, considerando como válidas apenas as traduções que se harmonizam com a verdade absoluta.

 

O método acima explicado pode parecer um pouco difícil de ser entendido, mas quando o aplicarmos na prática, na seqüência deste estudo, veremos que é fácil não somente de ser entendido, como também de ser aplicado.

 

 

 

 

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